Publicado em 4 de setembro de 2015
Amanda Scandelari

As operações tem uma regra básica, quanto menos tempo as máquinas ficam paradas, maior é a produção. Por esse motivo, o abastecimento deve ser feito de forma rápida e eficaz.

Como as máquinas florestais ficam a maior parte do tempo dentro das florestas, as empresas notaram que é mais produtivo fazer o abastecimento em campo e não realizar o translado até a fábrica ou base de apoio para realizar essa operação. Sendo assim, técnicas e tecnologias foram desenvolvidas para tornar o abastecimento mais simples e eficaz.

A Eldorado Brasil, por exemplo, realiza o abastecimento de suas máquinas em operação por meio de caminhões comboio equipados com bombas, diretamente no campo. Fábio Millei, gerente de controle de ativos e mecanização da empresa, explica que um planejamento de operações é feito considerando a autonomia dos equipamentos. “O consumo específico e a capacidade dos tanques de cada máquina é calculado, assim como a localização e distância das bases de apoio. Com essas informações são definidas as rotas dos caminhões comboio de combustível”, explica Fábio.

Ele conta que a Eldorado opta pelo abastecimento das máquinas em campo quando elas não possuem a fábrica em suas rotas de trabalho. “Quando possível, é preferível que elas abasteçam na empresa. Dessa forma, evitamos o custo do transporte do combustível”, completa o gerente. Foi justamente o custo que fez com que a Eldorado optasse por realizar o abastecimento com equipamentos próprios. “Todas as avaliações de terceirização feitas não se mostraram economicamente atrativas”, esclarece Fábio.

Já a Celulose Riograndense prefere terceirizar essa operação. A empresa responsável por abastecer suas máquinas é a Florestal Barra. Celestino Munari, diretor administrativo da Florestal Barra, conta que a operação é realizada em módulos, compostos, cada um, por um caminhão comboio e seis máquinas florestais. “Cada caminhão tem um tanque com capacidade para 5.000 l de óleo diesel, quantidade indicada para abastecer até seis máquinas”, explica.

De acordo com Celestino, a empresa conta com um funcionário responsável especificamente por fazer o planejamento do abastecimento de toda a frota. “As máquinas da Celulose Riograndense tem autonomia média de 24 horas, então geralmente fazemos o abastecimento uma vez por dia, pela manhã.” Caso o combustível não seja suficiente, o funcionário responsável pela operação conversa com o operador por rádio e ajusta a localização da máquina com a do caminhão tanque para que o abastecimento seja realizado.

 

Abastecimento

O processo de abastecimento é uma tarefa simples. Os caminhões comboio ficam em uma estrada da floresta e as máquinas vão ao seu encontro quando necessitam de combustível ou outros óleos lubrificantes. “O abastecimento em campo é muito similar ao que acontece em um posto tradicional, o veículo encosta próximo à bomba que tem uma mangueira e um bico abastecedor”…

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Fonte: Revista B.Forest